Comporta - Aldeamento Turístico
 
COMPORTA
ALDEAMENTO TURÍSTICO_4*
Comporta - Aldeamento Turístico
[1] Situação

A bacia do Sado encontra-se delimitada a norte pela bacia do Tejo, a este pela bacia do Guadiana, a sul pela bacia do Mira e a oeste por uma faixa costeira drenando directamente para o mar. A bacia apresenta uma orientação geral sul-norte, com largura ligeiramente inf erior ao comprimento.Esta bacia constitui uma área em subsistência desde o inicio do Terciário, composta por materiais de idade geológica mais recente (depósitos Terciários da bacia do sado). Estes materiais aluviais correspondem a sedimentos acumulados em ambientes marinhos, fluviais ou lacustres em períodos de tempo mais ou menos prolongados, a partir dessa era, onde se desencadeou o processo de separação da bacia do Sado e a sua autonomização em relação à bacia do Tejo.
Na área da bacia do Sado, com altitude média da bacia de 127 m, as altitudes mais frequentes estão compreendidas entre os 50m e os 200 m.
 
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De uma forma geral pode afirmar-se que às menores altitudes correspondem as formações terciárias da bacia (assentes sobre o Soco Paleozóico, que em determinados locais são recobertos por materiais mais recentes).
Grosso modo até à cota 50m, temos extensas planícies aluviais compostas por depósitos sedimentares, ocupadas com pinhais e montados de sobro. Nesta faixa altimétrica,junto à linha de costa aparecem sistemas com cordões dunares bem desenvolvidos e estabilizados e acompanhando as linhas de água principais, sapais e áreas agrícolas. Nas faixas correspondentes às maiores altitudes estão associados as rochas existentes do Maciço Antigo, sendo possível encontrar a sua separação aproximadamente a partir da cota dos 100 m e no sentido litoral interior.
 
// O Lugar
O lugar encontra-se a norte da Vala Real, acima do Açude do Vale de Coelheiros, entre os lugares de Chaparralinho e Brejo das Bicas (mapa1), correspondendo a um terreno com cotas altimétricas entre os 42 e o 53m (referidos ao nível médio das águas do mar). Corresponde a uma área de planície aluvial, parte dos depósitos Terceários da bacia do Sado e depósitos sedimentares mais recentes, descritos anteriormente.
Analisando as fotografias aéreas dos últimos anos, verifica-se a recente ocupação com exploração florestal (foto aérea google 2006), e identificam-se maciços de Pinheiro manso (Pinus pinea), presentes ainda hoje (foto aerea 2013).
A morfologia do terreno apresenta declives suaves em quase toda a sua extenção (entre 0.5 e 2%), com situações pontuais de maior declive que não ultrapassam os 9.5%. No seu extremo norte nasce uma pequena linha de agua que escoa para poente, junto ao Chaparralinho, e chega à baixa da Vala Real entre as localidades de Torroal e Figueiral de Baixo.
O clima è temperado mediterrânico, com verões quentes e secos, sem chuvas. A proximidade do mar cria uma certa amenisação e tem um efeito moderador. Os ventos dominantes são de NO.
A analise da Toponímia local descreve bem a Paisagem deste lugar, evocando os biótipos que a ocupam e as actividades humanas que aqui se desenvolveram.
[Brejos] - pântano lamaçal / terreno inculto que só produz urzes; matagal [Chã] - terreno plano / planície; planura; chapada; chada [Medronhal] - terreno onde crescem medronheiros [Carvalhal] - mata de carvalhos [Figueiral] - pomar de figueiras [Chaparralinho] - de chaparral, ‘terreno onde crescem chaparros’.
É uma paisagem com matas de carvalho e medronho, com urzes (correntes nos sub-bosques de pinhal), com topografias doces, com um sistema de exploração baseado na gestão da mata em complemento com a pastorícia e a agricultura, praticada nas zonas de várzea mais húmidas e férteis.
A parcela é actualmente ocupada por maciços de pinheiro manso (Pinus pinea), com algumas árvores isoladas de pequena dimensão, e um sub-bosque arbustivo e sub-arbustivo.
A sua topografia, embora suave e pouco pendente, apresenta algumas diferenças topográficas que determinam diferentes exposições e superfícies de escoamento das águas de drenagem.
Na extrema Sudoeste do terreno duas colinas com os topos às cotas 49 e 52.5, definem uma linha de festo que separa as águas que escoam para Sudoeste das águas que escoam para Sudeste, chegando a uma área mais plana onde o terreno curva para poente e alimenta a pequena linha de agua que escorre em direcção do Torroal. Temos assim boas condições de exposição em todo o terreno, visto que as pendentes em direcção a nascente e norte são relativamente suaves e toda a superf ície norte da parcela é muito plana.
Esta extremidade do lote não è muito protegida em relação aos ventos dominantes (NO).
Embora não se atinjam cotas altimétricas elevadas, as vistas panorâmicas sobre a costa e várzeas agrícolas Adjacentes é de grande qualidade, sendo em alguns pontos limitada pela densidade arbórea presente nos lotes vizinhos.
 
// Parcela
Vegetaçao existente
A caracterizaçao detalhada da vegetaçao existente é apresentada no Estudo de Impacte Ambiental (pag 70 a 77), onde são descritas as tipologias presentes, quantificadas as suas areas de implantaçao e caracterizadas as composiçoes floristicas para cada tipologia.
De forma sumaria, os levantamentos de vegetaçao ef ectuados no local indicam a presença extensa de pinhal bravo jovem (Pinus pinaster), a presensa pouco extensa de pinheiro manso (Pinus pinea), com alguns individuos dispersos e um maciço mais consistente no extremo sudoeste do terreno, a presença muito pontual de Sobreiro (Quercus suber) em zona limitrofes ao lote, com um unico individuo identif icado dentro do perimetro da propriedade.
Foram ef ectuadas diversas limpezas de subbosque, por parte dos proprietàrios, para cumprir as exijencias legais de protecçao contra incendios, sendo actualmente presente um sub-coberto arbustivo e subarbustivo relativamente pobre e na extrema poente um prado psamofitico pouco denso.
O projecto procurarà favorecer a evoluçao dos subbosques e das comunidades herbaceas existentes para formas mais complexas e ricas, potenciar a regeneraçao natural e o desenvolvimento destas comunidades e consequentemente favorecer a presença de habitats com elevado valor ecologico.
Serao tomadas todas as medidas necessarias previstas por lei, nomeadamente o acompanhamento do ICNF, para recolher e utilizar plantulas e sementes de vegetaçao autoctone presente no local como base para novas plantações e sementeiras a efectuar na fase de implantaçao do projecto.
Na zona agricola nova preve-se a implantaçao de uma vinha, que será conduzida com um sistema de agricultura biologica, sem mobilizaçoes de terreno nas faixas entre linhas e com um uso muito controlado e limitado da água para rega, de forma a puder integrar esta actividade de maneira sustentavel.
 
 
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