Comporta - Aldeamento Turístico
 
COMPORTA
ALDEAMENTO TURÍSTICO_4*
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[2] Transformação

// Começamos por olhar para o terreno entendendo a sua topografia e identificando os lugares que esta define:
1. Zona plana
2. Colinas
3. Base comum das duas colinas é a partir desta divisão que propomos a ocupação/transf ormação deste lugar.
Transformar um lugar como este implica reflectir sobre a a transformação desta paisagem, não se trata apenas de construir mas sim de habitar este lugar, criar condições para permanecer.
O modelo que elegemos é o de uma quinta em que a gestão do terreno se faz em primeiro lugar pensando na transformação da paisagem para um novo uso.

Propomos que dentro desta unidade de paisagem sejam definidas três áreas que se podem claramente identificar e associar a programas específicos:
1. Pátio da quinta “Hortus conclusus” = Zona plana
2. Vinha - Colinas
3. Espaços de acesso - Base comum das duas colinas

 
 
// Hortus conclusus - pátio da quinta
Espaço “murado” por construções, de forma regular com aproximadamente 150m por 150m.
Este espaço inclui um pedaço da vegetação existente que se pretende enriquecer com espécies autóctones criando um grande jardim que evoca o ambiente de um montado:
um prado com Sobreiros dispersos e uma zona mais densa, onde o subcoberto de arbustos e sub-arbustos cria um sistema de compartimentação, definindo passagens, recantos, pequenas clareiras e espaços de estar, onde a grande escala do pátio da quinta se redimensiona, of erecendo espaços com dimensões mais intimas.
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// Vinhas - Colina
Numa das duas colinas, a nascente propõe-se a plantação de uma extensa área de vinha.
Esta introduz uma “clareira” no meio da mata, define o vazio que se contempla.
É também a grande unidade de produção da quinta.
A vinha não é uma novidade nesta região esta unidade pretende dar continuidade a esta produção que tem aumentado signif icativamente nos últimos anos.
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// Espaços de acesso - a base comum das 2 colinas
Entre as colinas desenham-se os espaços de acesso: a alameda de acesso principal plantada com oliveiras, onde pela primeira vez conseguimos avistar a vinha; o terreiro, ponto de paragem entre as duas colinas; as Hortas que se desenham ao logo do percurso de acesso ao “Pátio da quinta”.
No remate deste percurso uma bacia de retenção de águas, ocupa uma pequena depressão do terreno e enquadra o espaço de um novo acesso de serviço.
Pretende-se que este percurso não seja apenas um caminho mas um conjunto de espaços que nos revelam a paisagem deste lugar, a existente e a que de novo se introduz.
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// Topografia
Para a introdução destes três lugares as alterações topográf icas são cirúrgicas já que os espaços que se introduzem se desenham de acordo com a topografia existente, os espaços de maior dimensão em áreas planas, os caminhos de nível ou perpendiculares às encostas.
A única contenção necessária é no topo sul-poente do terreiro da quinta junto à vinha onde as novas construções se encaixam ligeiramente no terreno.
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// Água
O desenho da água parte da topograf ia existente e desenha espaços de estar em pontos chave do projecto.
01 Tanque Capela
A Alameda de entrada, que tem como ponto de chegada, a Capela e a zona de estadia associada, com um tanque ensombrado por árvores de grande porte, parte do sistema de reservas de água previsto na propriedade com utilidade lúdica e de uso agrícola, complemento das reservas de água para rega necessárias às culturas agrícolas (vinha e hortas) e à manutenção dos espaços exteriores adjacentes.
A recolha das águas pluviais a partir das coberturas dos edif ícios adjacentes pode ser conduzida para este grande reservatório.
02 Bacia
A grande bacia a nordeste, que ocupa uma depressão natural existente no terreno, e é dimensionada como grande reserva de apoio às actividades agrícolas e de manutenção das áreas exteriores. Pensada também como ponto de atracção para este espaço de estadia, f resco e arborizado, onde se podem receber águas das coberturas de construções vizinhas.
Tanque habitações
03 No ângulo nordeste do grande pátio da quinta, a f rente edif icada interrompe-se, num grande pórtico de acesso ao pátio. Esta entrada é marcada pela presença de um tanque que cria um lugar de estadia privilegiado nos meses estivos, pela sua frescura e condições de ensombramento.
A posição deste elemento de água, num dos pontos mais baixos do terreno, permite a recolha e condução das águas de cobertura dos edif ícios que constroem o perímetro do pátio, of erecendo uma terceira cisterna de reserva hídrica.
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// Edifícios
Habitação
01 . Anel / pátio da quinta - “Espaço “murado” por construções, de forma regular com aproximadamente 150m por 150m. Habita-se em volta do terreiro, as casas agrupam-se e formam longos corpos de um só piso em que o elemento de maior visibilidade é a cobertura em colmo. Nas esquinas volumes em madeira anunciam as excepções.
02 . Anel / vinha - Habita-se a olhar a mata, o braço a sul vira costas ao terreiro, estas casas viradas a sul usufruem da nova paisagem introduzida, a vinha.
Edifícios de apoio
Edifícios pontuais que se distribuem ao longo dos espaços de acesso, f uncionando como remates e estabelecendo f orte relação com os lugares onde se implantam.
03 . Alameda / capela /tanque - A capela funciona como remate da alameda principal de acesso, é um espaço coberto exterior que tem como pano de f undo a água e a colina mais a sul.
04 . Terreiro / restaurante- recepção - O restaurante/recepção são o limite do terreiro, funciona como diafragma na relação com a mata a sul nascente e vira-se a norte poente para a vinha. edifício e plataforma desenham-se em conjunto sendo o edifício a parte coberta da plataforma, umas vezes exterior outras interior.
05 . Bacia de retenção / Edifício de apoio - Implanta-se junto ao acesso secundário, uma segunda alameda de serviço, é um coberto exterior com pequenas unidades de apoio encerradas. Situa-se junto às várias unidades de produção tem como objectivo ser o espaço de apoio a todo o funcionamento da quinta.
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// Percursos
Os Percursos como já atrás descritos adoçam-se à topograf ia e associam-se a espaços de permanência, por vezes fundem-se com os mesmos deixando de ser perceptível o seu limite.
Podemos enumerar três tipos de percurso:
1. Alamedas
1.a Alameda principal
espaço arborizado em terra batida ao qual se associa a circulação automóvel e estacionamento, com aproximadamente 90m por 30 de largura.
1.b Alameda secundária - acesso de serviço
Espaço arborizado em terra batida ao qual se associa a circulação automóvel e estacionamento, com aproximadamente 90m por 15 de largura.
2. Vias de circulação
2.a Vias de circulação dupla
Via de circulação automóvel com dois sentidos, 6m de largura. A estas associam-se espaços para o peão com dimensões variáveis. Estas vias situam-se entre as colinas e ligam as entradas aos principais pontos do programa. Estão quase sempre associadas a outros espaços alamedas terreiros ou espaços de produção o que reduz a sua presença.
2.b Vias de circulação simples
Via de circulação automóvel com um sentido, 4m de largura. A estas associam-se espaços para o peão com dimensão variável. São as vias que têm maior extensão já que todo o percurso proposto em volta do anel é com sentido único, priveligia.se a circulação pedonal e a presença da vegetação em detrimento do automóvel.
Para a pavimentação destes percursos prevê-se o uso de materiais inertes naturais, com f undações em macadame adaptadas à carga prevista e acabamento em materiais pétreos britados de granulometria fina e ligante de cal. Sendo pavimentos semi permeáveis propõe-se que a recolha de águas pluviais seja feita com sumidouros e a rede de drenagem seja ligada a poços de infiltração que contribuem para a recarga dos lençóis friáticos.
3. Caminhos
Percursos em terra batida de acesso de serviço para o funcionamento das unidades de produção, que são também percursos pedestres dentro da quinta.
Os percursos pedonais nas áreas de mata, são pequenos trilhos com 1.5m de largura, feitos no terreno natural limpo e compactado e com uma pequena contenção em lancil de madeira.
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// Circuitos
Comporta - Aldeamento TurísticoAcessibilidade condicionada
Circuito automóvel 2 sentidos
Circuito pedonal
Circuito automóvel 1 sentido
Pontos de recolha do lixo L
Estacionamento e
 
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// Paisagem
CONCEITO
O projecto de espaços exteriores parte da presença do pinhal (mata autóctone), já instalado em parte do terreno e nos lotes adjacentes, para inventar uma nova paisagem, integrada no sitio mas com diversidade de ambientes e rica do ponto de vista ecológico.
A mata autóctone, que contorna o perímetro da propriedade, protege as novas áreas agrícolas (vinha e hortas) e as novas construções (habitações, capela, restaurante e adega).
MATAS
O tratamento das áreas florestais propostas desenvolve-se de acordo com a localização e com os limites legais previstos para as faixas de gestão de combustíveis (50m a partir dos edif ícios). Nestas áreas a densidade de plantação é menor, e propõe-se a plantação de uma mata autóctone com espécies mais resistentes ao f ogo como o Sobreiro (Quercus suber) e Zambujeiro (Olea europaea var. sylvestris), integrando os exemplares de Pinheiro manso existentes, sempre que possível. O sub-bosque sera menos denso, privilegiando espécies sub-arbustivas e arbustos novos caducif ólios pertencentes à flora autóctone (Crataegus monogyna, Prunus spinosa).
Nas áreas externas à faixa de gestão de combustíveis, propõe-se a plantação de uma mata autóctone com maior densidade, com domínio de sobreiro e sub-bosque autóctone.
SEBE CORTA-VENTO
Para melhorar a protecção aos ventos dominantes (NO), ao longo dos limites Norte e Poente, propõe-se a criação de uma sebe corta-vento composta por árvores e arbustos caducif ólios (Arvores: Populus alba, Populus nigra, Cercis siliquastrum, Acer campestre; Arbustos: Crataegus monogyna, Cornus sanguinea e Prunus spinosa), e com Sobreiro em menor quantidade.
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// Paisagem
ALAMEDA E TERREIRO
A acompanhar a zona de entrada, prevê-se uma alameda de oliveiras (Olea europaea) plantada sobre um prado regado, que enquadra a chegada à Capela.
Junto ao restaurante, com vista para a vinha, propõe-se um grande terreiro ensombrado por oliveiras e com uma faixa em prado regado para melhorar as condições de estadia.
JARDIM E ÁREAS DE ENQUADRAMENTO
No interior do grande pátio limitado pelas habitações, prevê-se a construção de um jardim
mediterrânico com Sobreiros dispersos e maciços sub-arbustivos autóctones a criarem uma compartimentação do espaço, proteger o solo e marcar o ritmo das estações do ano com os ciclos de floração, texturas da folhagem e aromas próprios desta vegetação.
Prevêem-se ainda, em torno à área das habitações, algumas faixas plantadas e prados como zonas de enquadramento.
ÁREAS AGRÍCOLAS
No centro da propriedade, propõe-se a plantação de uma vinha com cerca de 4,4ha e uma área de hortas para uso do restaurante. As áreas agrícolas criam uma nova paisagem no interior da propriedade, oferecendo vistas diversificadas a partir das habitações, reduzindo o perigo de incêndios e diversificando as possibilidades de exploração económica do sítio de forma sustentável.
RESERVAS DE ÁGUA
A gestão da água será um dos temas centrais do projecto, onde se prevê a utilização de pavimentos semi-permeáveis e permeáveis, com áreas o menos extensas possível, infiltração no terreno para recarga dos lençóis freáticos, das águas de drenagem e dos telhados. Um uso sustentável da água para rega, com dotações reduzidas e sistemas de irrigação eficientes.
Prevê-se a construção de uma grande bacia de retenção e dois tanques, que servem como elementos de enquadramento de zonas de estar próximas da capela e das habitações.
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